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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Jornal debasse de noticias

Governo vai tributar poupança com mais de R$ 50 mil

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quarta-feira (13) que o governo vai encaminhar ao Congresso uma proposta com mudanças na tributação do rendimento da poupança.



Pela proposta, contas com saldo superior a R$ 50 mil pagarão imposto de renda sobre a rentabilidade a partir do ano que vem.



Segundo Mantega, os ajustes visam “garantir que a poupança continue sendo o investimento mais importante para o grosso da população brasileira”.
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Deputado que disse se lixar para opinião pública se diz vítima da imprensa

O deputado Sérgio Moraes (PTB-RS) partiu para o ataque contra a imprensa na reunião do Conselho de Ética desta quarta-feira (13), que discute a possibilidade de sua substituição na relatoria do caso Edmar Moreira (sem partido-MG), acusado de uso irregular de verba indenizatória. Moraes disse que a imprensa edita suas declarações.

“As matérias são editadas para atirar nós tudo no fogo (sic), para me encurralar. Se tiver que condenar o Edmar Moreira eu vou condenar, mas se tiver que absolver eu vou absolver”, afirmou o deputado do PTB.

Moraes admitiu ter sido “infeliz” ao dizer que estava “se lixando para a opinião pública”, mas disse que não retira a frase. “É evidente que eu fui provocado. É evidente que deu debate, teve frases e palavras antes e depois. Isso foi tudo para o lixo. O que interessa é aquela frase. A frase não foi boa, foi acalorada, infeliz, mas não retiro ela. Não disse para a população, disse para a jornalista. Disse que pode escrever o que quiser aí que eu me elejo mesmo.”


Ele negou ter antecipado o seu voto no caso de Edmar Moreira, mas disse que mesmo que tivesse feito isso, deveria ser mantido porque a própria assessoria do conselho sugeriu a ele que não ouvisse testemunhas e fizesse diretamente o parecer.

Moraes, por sua vez, decidiu ouvir seis testemunhas antes do relatório. Afirmou ainda que a qualificação de Edmar Moreira como “boi de piranha” foi sugerida por um jornalista e ele apenas concordou. Moraes disse que as distorções da imprensa acabaram desde que começou a gravar suas próprias entrevistas.

O deputado partiu para o ataque também contra o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), que assina um dos requerimentos que pede sua saída. Moraes lembrou das denúncias contra Alencar de mau uso de verba indenizatória. O deputado do PSOL repassou a um colega de partido recursos a título de consultoria. Alencar apresentou documentos que comprovariam a prestação do serviço.

Moraes usou o tema para provocar o deputado do PSOL. “Achei que você estaria de braço dado comigo. Era mentira quando falou do senhor, mas quando é de mim a imprensa falou a verdade. Mas sempre tem tempo para o homem mudar”.

Ele atacou também o DEM, que por meio da deputado Solange Amaral (RJ) protocolou outro pedido de saída. O investigado Edmar Moreira foi desfiliado do partido após as denúncias. Para Moraes, o DEM persegue o colega. “Quanto à deputada Solange, eu entendo porque o partido vem massacrando o Edmar Moreira, expulsa, toma a cadeira, faz o que quiser.”

Antes de Moraes, o presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PR-BA), afirmou que gostaria de ouvir os colegas antes de decidir sobre o afastamento. Ele apresentou um parecer da consultoria legislativa dizendo que é necessário para um relator ter imparcialidade para julgar um caso.

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Polícia investiga placas de carros para achar criminosos que roubaram quadros


A Polícia Civil de São Paulo informou nesta quarta-feira (13) que também está tentando localizar e identificar os criminosos que roubaram quatro quadros valiosos da família Maksoud a partir de dados de placas de pelo menos três carros que teriam sido usados por eles durante o assalto. Testemunhas anotaram as características dos veículos.

No domingo (10), a quadrilha invadiu uma mansão, na região dos Jardins, e levou as seguintes telas: “Cangaceiro”, da década de 1950, e “Retrato de Maria”, de 1934, ambos de Cândido Portinari; “Figura em Azul”, pintado em 1923 por Tarsila do Amaral; e “Crucificação de Jesus”, de Orlando Teruz. O grupo também roubou joias e R$ 2 mil em dinheiro. As obras roubadas são quadros valorizados na história da arte brasileira. Especialistas chegaram a avaliar os quadros em cerca de R$ 3,5 milhões.

As telas e parte das joias foram recuperadas na noite dessa terça-feira (12) próximas à sede da TV Record, na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo. A assessoria da emissora disse que não vai se pronunciar sobre o assunto.

Segundo o delegado Dejar Gomes Neto, titular da 1ª Seccional, no Centro da capital paulista, a polícia está atrás de dois carros, entre eles uma Fiorino, que podem ter sido usados na ação criminosa.

Na terça-feira, de acordo com o delegado, a polícia passou o dia inteiro buscando pistas sobre os criminosos em uma região da cidade que ele não quis revelar sob a alegação de que a divulgação da informação pode prejudicar as investigações. “[Investigamos a área] com base em informações e fragmentos de placas que nós tivemos”, disse.

Ainda de acordo com ele, a polícia também procura um terceiro carro, um Vectra, que pode ter sido usado pela quadrilha para abandonar os quadros e joias. “Os funcionários da emissora falaram desse carro no depoimento”, disse em referência a três pessoas (funcionários e vigias) ligadas à TV Record que encontraram as obras e já prestaram depoimento.

Sem danos
O delegado afirmou nesta quarta que as quatro telas foram recuperadas “em perfeito estado”. Gomes Neto falou que, embora as obras tenham sido cortadas, os cortes foram feitos na parte de papelão nos fundos das molduras e, por isso, as peças não foram prejudicadas.

Por volta das 11h30 desta quarta, as telas já tinham passado pela perícia policial e pelo reconhecimento de um integrante da família Maksoud. Faltava apenas passarem por um auto de avaliação que, de acordo com Neto, pode ser feito por um marchand ou um perito do Instituto de Criminalística (IC). Essa última avaliação deve ser feita ainda nesta quarta-feira e, só após isso, as obras serão devolvidas para a família.

Pressão
Gomes Neto disse ainda que acredita que os criminosos tenham devolvido as telas e parte das joias roubadas da mansão da família Maksoud, nos Jardins, porque se sentiram “pressionados”.


“Posso creditar [o abandono dos quadros pelos criminosos] a um forte trabalho de investigação que nos estamos fazendo. Todas as denúncias que tem chegado, muitas, têm sido checadas. Os investigadores estão nas ruas. Então, com certeza, os ladrões se sentiram pressionados”, disse