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terça-feira, 12 de maio de 2009

Jornal debasse de noticias

Petróleo fecha a US$ 58,85 e atinge o maior nível em 6 meses

NOVA YORK (Reuters) - O preço futuro do petróleo nos Estados Unidos fechou no maior nível em seis meses nesta terça-feira, atingindo US$ 58,85 o barril, com a baixa da sessão anterior atraindo compradores, disseram fontes do mercado.

No entanto, os ganhos foram magros na véspera da divulgação do relatório semanal de estoques do produto, que deve mostrar novo aumento das reservas norte-americanas.

O dólar caiu frente ao euro para o menor nível em quatro meses, estimulando investimentos em commodities. Mas a queda no mercado acionário norte-americano e expectativas de novo aumento nos estoques dos EUA mantiveram a cautela dos investidores.

"Estamos vendo compras nas quedas e vendas nas altas, à espera de estoques. As opções do petróleo vencem na quinta-feira, o que dá alguma volatilidade", disse Dan Flynn, analista da Alaron Trading, em Chicago.

A Agência de Informação de Energia dos EUA irá divulgar seu relatório semanal sobre estoques de petróleo na quarta-feira.

Analistas estimaram em pesquisa Reuters que os estoques do produto subiriam 1,4 milhões de barris.

Na Nymex, o petróleo para entrega em junho fechou em alta de US$ 0,35, ou 0,6%, a US$ 58,85 por barril, o maior valor de fechamento desde 11 de novembro de 2008, quando encerrou a US$ 59,33 por barril.

O contrato foi negociado entre US$ 57,81 e US$ 60,08, o maior valor intradia desde 11 de novembro, quando chegou a US$ 62,28.

Em Londres, o petróleo Brent para entrega em junho subiu US$ 0,46, ou 0,8%, a US$ 57,94 por barril.

Chuvas: estados mais atingidos receberam menos de 1% dos recursos de prevenção a desastres



Ceará, Maranhão e Piauí são os três estados mais atingidos pelas chuvas. Apenas nas três localidades mais de 513 mil pessoas estão desabrigadas ou desalojadas em 184 municípios, desde o início de abril. Contudo, as unidades mais afetadas com as enchentes no Nordeste foram as que menos receberam dinheiro do governo federal por meio do programa “prevenção e preparação para emergências e desastres”, um total de R$ 757,00 para o Ceará e o Piauí. O Maranhão, no entanto, não recebeu nenhuma parcela deste montante. O valor representa menos de 1% daquele aplicado, este ano, por meio do programa, que destina verbas para contenção de encostas, canalização de rios e ações de capacitação de agentes da Defesa Civil. Com o programa, no total, foram desembolsados R$ 12,3 milhões até abril deste ano (veja tabela).

Já por meio do programa "resposta aos desastres", que recebe recursos após a ocorrência do problema, o governo liberou R$ 228,6 milhões este ano. Os estados do Nordeste não têm tradição de enchentes, ao contrário, são sempre lembrados por períodos rigorosos sem chuvas. A preocupação com a seca nesta região tem início ainda na época do Império, no século XVIII, quando D. Pedro 2º determinou em 1877 a construção de açudes para diminuir os efeitos da estiagem. Uma centena de anos depois o quadro é diferente. As políticas públicas agora devem ser direcionadas à contenção de chuvas.

Contudo, os danos causados pelo excesso de chuvas atingiram não só 8 estados do Nordeste, como também 3 estados do Norte e um da região Sul. Com isso, doze estados, contabilizando 340 municípios, foram assolados pelas chuvas, de acordo com a Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional. São eles: Ceará, Maranhão, Piauí, Paraíba, Rio Grande do Norte, Bahia, Alagoas, Acre, Amazonas, Pará, Pernambuco e Santa Catarina. Especificamente para estes estados, a ajuda do governo em prevenção foi de R$ 3,3 milhões.

Embora não se possa prever desastres naturais, medidas como a construção de barragens reguladoras, elaboração de projetos e planos de emergência comunitária e a realização de zoneamentos urbanos podem contribuir para minimizar os danos e prejuízos de desastres físico-climáticos. Em seu site, a própria Sedec reconhece a necessidade de implementação de políticas infraestruturais ao apontar a ocupação desordenada do solo em áreas não edificáveis como causa para o problema das enchentes em território nacional.

Dessa forma, a secretaria sugere uma mudança cultural no que se refere à percepção de risco da população. “A percepção de risco é diretamente proporcional ao grau de desenvolvimento social de uma determinada comunidade ou grupo populacional, considerado em seus aspectos psicológicos, éticos, culturais, econômicos, tecnológicos e políticos”, informa.

No entanto, a professora da Universidade de Brasília (UnB) e pesquisadora do laboratório de climatologia geográfica Juliana Ramalho credita a falha da política de prevenção aos políticos, que, segundo ela, não encaram a prevenção como prioridade, prevalecendo assim a cultura de remediar o problema. “Não constroem obras debaixo da terra, como águas pluviais, porque ninguém vê. Além dessa falta de interesse, as obras de prevenção são difíceis de serem executadas, caras, trazem transtornos iniciais e incluem remoção de população”, afirma.

Movimentação das autoridades

Ontem, durante o programa semanal de rádio “Café com o Presidente”, Lula manifestou sua intenção de encaminhar ao Congresso Nacional uma medida provisória. Esta teria por finalidade liberar recursos para a recuperação dos estados nordestinos afetados pelas chuvas dos meses de abril e maio. Segundo levantamento prévio dos governos estaduais, os danos são de aproximadamente R$ 1 bilhão. Mas o valor real do desastre só poderá ser calculado após as águas baixarem.


Hoje de manhã, os ministros Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional, e Márcio Fortes, das Cidades estiveram reunidos com os governadores do Maranhão, Roseana Sarney, do Ceará, Cid Gomes, do Piauí, Welington Dias, e do Rio Grande do Norte, Wilma Faria em audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado para analisarem os estragos e meios de recuperação das cidades nordestinas atingidas pelas chuvas.

O Contas Abertas entrou em contato com o Ministério da Integração Nacional para saber porque os estados da região Nordeste que mais foram castigados com as chuvas não foram bem contemplados com recursos do programa de prevenção. Todavia, até o fechamento da matéria o órgão não comentou o assunto.

Amanda Costa e Catharine Rocha
Do Contas Abertas


Novo paciente com suspeita de gripe suína é internado no Rio
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Atualizado às 16h57

O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), comunicou através de nota que um paciente do sexo masculino foi internado em regime de isolamento na tarde desta terça-feira (12) como caso suspeito de infecção pelo vírus da gripe suína.

O paciente, de 27 anos, chegou de viagem dos Estados Unidos no último dia 3. Segundo informação do hospital no Rio de Janeiro, ele passa bem e aguarda os resultados do exame laboratorial.

32 casos suspeitos
Até o começo desta tarde, o Ministério da Saúde monitorava 32 casos suspeitos de gripe suína no país, conforme balanço divulgado hoje. Ontem eram 22 os casos considerados suspeitos.

Os casos suspeitos estão nos Estados de São Paulo (14), Distrito Federal (4), Rio de Janeiro (4), Alagoas (2), Minas Gerais (2), Paraná (2), Pernambuco (2), Ceará (1) e Rondônia (1).

Hoje de manhã, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou, em audiência pública no Senado, que havia 34 casos suspeitos. Mais tarde, no entanto, análises laboratoriais descartaram dois casos.

O número de casos confirmados da doença não se alterou: até o momento, foram confirmados oito, nos Estados do Rio de Janeiro (3), São Paulo (2), Minas Gerais (1), Rio Grande do Sul (1) e Santa Catarina (1).

Além disso, 29 casos estão em monitoramento em dez Estados, e 168 foram descartados (veja tabela abaixo).

Em Recife, os dois pacientes internados no Hospital Universitário Osvaldo Cruz (Huoc) receberam alta pela manhã, segundo o "JC Online".

Paciente do Rio deve ter alta amanhã
O primeiro paciente no Rio de Janeiro com gripe suína deve receber alta amanhã (13) do Hospital Clementino Fraga Filho, na Ilha do Fundão. O paciente está no nono dia de internação e o prazo previsto é de dez dias.

De acordo com a chefe do Serviço de Doenças Infecciosas e Parasitárias do hospital, Regina Barbosa, o paciente, que contraiu a doença no México, não vai oferecer nenhum tipo de risco de transmissão da gripe.

"Ele será liberado sem fazer nenhum teste. Está imune à doença. Não tem problema nenhum, nem a família. Sai daqui curado, bem".

Mais duas pessoas internadas com a gripe continuam em tratamento. Uma delas, no oitavo dia da doença, está sem febre há 72 horas, mas de acordo com o hospital, teve melhora do estado geral e do quadro respiratório.

Outra paciente, que pegou a doença por transmissão autóctone (dentro do território brasileiro) e foi internada em 9 de maio em regime de isolamento, está sem febre há 60 horas, mas, no momento seu quadro é estável.