Canadá confirma morte de paciente que tinha o vírus da nova gripe
Mulher de cerca de 30 anos morava em Alberta e não esteve no México.
Papel do vírus em sua morte ainda não está claro, dizem autoridades.
Do G1, com agências internacionais
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As autoridades de saúde da província canadense de Alberta anunciaram nesta sexta-feira (8) a primeira morte de uma paciente que tinha o vírus da nova gripe A (H1N1).
A vítima é uma mulher de cerca de 30 anos e que não havia viajado para o México, foco da epidemia da nova gripe.
Segundo as autoridades, o papel desempenhado pelo vírus na morte da mulher ainda não estava claro.
Com isso, o Canadá torna-se o terceiro país a registrar morte relacionada à gripe, depois do México (44 casos) e dos EUA (2). O país tem 214 casos confirmados da doença.
2.500 casos pelo mundo
O número de casos da nova gripe pelo mundo atingia 2.500 às 16h GMT (13h de Brasília) desta sexta-feira (8), segundo a Organização Mundial da Saúde. Boletim anterior, de dez horas antes, mostrava 2.384 casos.
O México reportou 1.204 casos confirmados em laboratóriortes. Os EUA registram 896 casos. Dados americanos posteriores, ainda não computados pela OMS, davam conta de mais de 1.600 casos .
Também registraram casos, sem mortes, os seguintes países: Áustria (1), Brasil (4) , Hong Kong (1), Colômbia (1), Costa Rica (1), Dinamarca (1), El Salvador (2), França (12), Alemanha (11), Guatemala (1), Irlanda (1), Israel (7), Itália (6), Holanda (3), Nova Zelândia (5), Polônia (1), Portugal (1), Coreia do Sul (3), Espanha (88), Suécia (1), Suíça (1) e Reino Unido (34).
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08/05/09 - 11h47 - Atualizado em 08/05/09 - 12h23
Nova gripe ainda não tem perfil de pandemias assassinas, sugere estudo
Análise de pesquisadores americanos estudou genes mais mortais de gripe.
Só metade da 'assinatura' molecular letal está presente na atual variante.
Reinaldo José Lopes
Do G1, em São Paulo
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Foto: CDC/Reuters Imagem do vírus H1N1 da gripe suína (Foto: CDC/Reuters)Pesquisadores do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, nos EUA, traçaram um perfil molecular dos vírus da gripe mais capazes de matar seres humanos ao longo do século passado -- e a boa notícia é que a nova forma do H1N1 aparentemente não se encaixa nesse perfil. De um total de 34 marcas genéticas que, em conjunto, caracterizam um vírus da gripe que avança rápido e mata muito, o H1N1 que está assustando o mundo hoje possui só 17.
Segundo a equipe do laboratório, mesmo alguns vírus com esse pacote de 34 traços podem ser relativamente fáceis de enfrentar. Portanto, a falta de grande parte dessas características provavelmente indica que, na sua forma atual, a nova gripe não será tão perigosa quanto se temia.
A conclusão vem de um estudo publicado na revista científica "BMC Microbiology" no fim do mês passado e que agora foi ampliado com uma análise preliminar da nova cepa de gripe. "Essa falta de similaridade [com as variantes mais letais] não necessariamente significa que o atual vírus H1N1 não vai ser um grande problema. Mas, de fato, sugere que faltam a ele muitos dos atributos que tornaram os surtos anteriores realmente mortais", declarou Tom Slezak, um dos autores do estudo, em comunicado oficial.
O trabalho dos cientistas do Livermore é relativamente simples. Para começar, eles usaram como base as características dos vírus de gripe das pandemias de 1918, 1957 e 1968 (a primeira, mais conhecida como gripe espanhola, pode ter matado 50 milhões de pessoas ou mais no fim da Primeira Guerra Mundial). A ideia é que, para alcançar algo próximo do nível de perigo relacionado a essas pandemias, um vírus precisa, obviamente, ser capaz de matar com frequência mais ou menos alta e, além disso, ganhar especificidade em relação ao hospedeiro. No caso, isso significa ser capaz de se adaptar com precisão ao sistema de defesa do organismo humano.
desenprego nos eua sobe pelo setemo mês e é o pior de todos desde 1983
A economia dos Estados Unidos perdeu 539 mil empregos no mês passado, levando a taxa de desemprego do país a registrar sua sétima alta mensal consecutiva. Segundo o Departamento do Trabalho dos EUA, o desemprego passou de 8,5% em março para 8,9% em abril. A taxa é a maior desde os 9,2% registrados em setembro de 1983.
Nos últimos 12 meses, o número de pessoas desempregados no país cresceu em 6 milhões, levando a taxa de desemprego a registrar uma alta de 3,9 pontos percentuais.
Desde o início da recessão, em dezembro de 2007, 5,7 milhões de postos de trabalho já foram eliminados no país. Em abril, as perdas de emprego foram “grandes e espalhadas pelas principais indústrias privadas”, disse o departamento em nota. No setor privado, foram eliminadas 611 mil vagas.
O número de pessoas desempregadas há pelo menos 27 semanas teve um crescimento de 498 mil em abril, chegando a 3,7 milhões – uma alta de 2,4 milhões desde o início da recessão.
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