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terça-feira, 5 de maio de 2009

Jornal debasse de noticias

40% dos recursos federais que vão para Alagoas são desviados, afirma CGU

Conhecidos pelos frequentes escândalos de corrupção no poder público, os gestores de Alagoas são acusados de desviar 40% dos recursos federais destinados ao Estado. Os dados foram apresentados nesta terça-feira (5) pelo chefe da CGU (Controladoria Geral da União) de Alagoas, Arnaldo Flores. Nas demais Unidades da Federação, a média de desvios chega a 20%. O Governo do Estado nega qualquer desvio de verba pública na atual gestão

Essa é uma situação muito grave e só faz perpetuar a miséria no Estado", denunciou Flores no último dia de expediente em Alagoas. Após um ano e dez meses à frente do órgão, ele deixa o cargo para assumir a chefia no Mato Grosso, na próxima quinta-feira (7). O cálculo apresentado pela CGU leva em conta dezenas de relatórios de auditorias feitos no período em que Flores esteve à frente do órgão. "Todos já foram enviados a Brasília", afirma. A CGU ainda não anunciou o nome do substituto que assumirá o cargo em Alagoas.

Rombo de R$ 2,6 bilhões
A CGU é responsável pelo controle da aplicação dos recursos da União nas unidades da federação. Em valores reais, os dados de Alagoas apontam para um rombo de R$ 2,6 bilhões em um ano. "Esse é um cálculo estimado pelos levantamentos que realizamos, já que é impossível fiscalizar tudo. Ao todo, o Estado recebe por ano R$ 6,5 bilhões de recursos federais. São recursos que deveriam ser investidos em programas sociais e Com o montante, daria para construir 76 mil casas e reduzir o déficit habitacional (de 140 mil unidades no Estado) - levando em conta o valor médio de R$ 34 mil por residência, utilizado como referência pelo Programa "Minha Casa, Minha Vida".

Desvios em todos os municípios
No período em que esteve em Alagoas, o chefe da CGU alega que encontrou desvios de recursos em 100% dos municípios fiscalizados. "Isso mostra que a coisa não é localizada, mas sim generalizada. Visitamos a maioria dos municípios do Estado", assegurou.

Segundo Flores, os desvios acontecem principalmente por meio de notas frias, superfaturamento de preços, fraudes em licitações e aquisição de materiais abaixo do padrão especificado em edital.

Um dos exemplos de auditoria frequente é o programa de fiscalização por sorteio. Existente há seis anos, o programa já passou por 26 municípios, encontrando problemas graves em todos. "Os relatórios são públicos, estão na internet, mas não tenho nenhuma informação de que uma Câmara de Vereadores ou mesmo a população tenha aberto um processo de cassação em alguma cidade contra o prefeito, ou mesmo para tentar reaver os recursos desviados", afirma.

Para Flores, os gestores que chegam ao poder em Alagoas têm dois pensamentos. "O primeiro é que ele já assume pensando na reeleição, e a partir daí ele começa a fazer caixa com recursos públicos. O outro é que ele pensa em aumentar o seu patrimônio", assegura.

Entre os relatórios da CGU sobre municípios de Alagoas, alguns chamam a atenção pelos indícios de fraudes grosseiras. Em 2005, Traipu, município do Sertão com apenas 25 mil habitantes, possuía seis empresas de construção civil. O número chamou a atenção dos técnicos da CGU, que deduziram que a cidade não apresentava "viabilidade econômica para a existência dessas empresas". Poucos meses depois, descobriu-se que obras chegaram a ser pagas antes mesmo da medição do terreno a empresas vencedoras de licitações fraudadas.não estão sendo", explicou o chefe da CGU.

Brasil perderá participação no comércio mundial, diz estudo

O Brasil deve perder participação nas exportações mundiais nos próximos anos, especialmente no setor de manufaturados, indica um estudo com projeções até 2030 divulgado nesta terça-feira pela FGV Projetos e pela consultoria Ernst & Young.

Segundo as projeções apresentadas no documento Brasil Sustentável - Horizontes da Competitividade Industrial, até 2030 as exportações brasileiras de manufaturados deverão crescer a uma média de 1,8% ao ano, enquanto as importações mundiais devem crescer 3,7% ao ano.

O cenário projetado no estudo prevê crescimento econômico de 4% ao ano e aumento de 3,8% ao ano no consumo das famílias. Os analistas traçam ainda um segundo cenário, mais positivo, com crescimento do PIB de 4,6% ao ano e aumento de 4% no consumo. Mesmo assim, as exportações manufatureiras cresceriam apenas 2,7% ao ano, ritmo ainda abaixo do aumento das importações mundiais.

"Ainda assim seria insuficiente para reverter a tendência de deterioração do saldo comercial", disse um dos autores do estudo, Fernando Garcia, professor da FGV Projetos.

De acordo com os autores do estudo, o aumento insuficiente da competitividade fará com que o perfil das exportações brasileiras seja cada vez mais de produtos básicos.

Essa falta de competitividade é atribuída a fatores como custo crescente de energia, gargalos em infra-estrutura, um sistema tributário que encarece o preço final dos bens e investimentos insuficientes em pesquisa e desenvolvimento.

As projeções indicam que até 2030 as importações de produtos manufaturados deverão crescer a uma taxa de 5,6% ao ano no Brasil.

O estudo prevê que em 2030 as importações mundiais de manufaturas totalizem US$ 19,67 trilhões. Nesse cenário, o Brasil teria uma participação de apenas 0,9%, com exportações de US$ 182,67 bilhões. Hoje a participação brasileira é de 1,1%, segundo os autores do documento.

Mercado interno
Segundo os autores do estudo, há uma certa despreocupação em relação a esse cenário porque a previsão é de um grande crescimento na demanda doméstica até 2030.

"A dinâmica interna está puxando esses produtos para o mercado doméstico", disse Garcia. "Essas projeções não significam que a indústria brasileira não tenha perspectiva, mas a perspectiva é doméstica."

Os autores do estudo alertam, no entanto, que o aumento do consumo interno não quer dizer necessariamente que esse mercado será abastecido por indústrias nacionais.

"Não significa que vão ser as indústrias aqui instaladas que vão atender o mercado doméstico", disse Luiz Passetti, sócio da Ernst & Young. "O investimento em competitividade é importante para atender a essa demanda."

O estudo indica que o Brasil investe apenas 1% de seu PIB (Produto Interno Bruto) em pesquisa e desenvolvimento. Esse baixo nível de investimento, afirmam os analistas, resulta em menor progresso tecnológico na indústria manufatureira.

As projeções dos analistas consideram um aumento de 30% no preço da energia elétrica até 2030, e o barril de petróleo cotado a US$ 60, valor 117% superior ao preço médio dos últimos 17 anos.

Esse aumento nos custos também terá grande impacto nas indústrias, dizem os analistas. Em setores como a indústria de cimento, por exemplo, a energia representa 15% dos custos totais.

O estudo sobre competitividade industrial é o quarto de uma série de cinco publicações da FGV Projetos e da Ernst & Young que analisam também o mercado habitacional, de energia, o potencial de consumo e as perspectivas na agroindústria.

Os analistas envolvidos na elaboração do documento afirmam que as projeções já foram feitas considerando um cenário "conservador" e que os efeitos da crise econômica atual seriam historicamente compensados no horizonte de tempo abordado.


"Blindado", "Wolverine" vai a treino corintiano ver Ronaldo

Hugh Jackman, ator australiano que interpreta o personagem "Wolverine" no filme "X-Men", assistiu ao treino fechado do Corinthians, nesta terça-feira, no Parque Ecológico. Os trabalhos foram restritos a pedido do próprio ator, que queria privacidade para conhecer o atacante Ronaldo.

Como a imprensa não pôde chegar perto do astro, as imagens só serão mostradas no site oficial do próprio clube alvinegro - o que inclui fotos de Jackman com o centroavante.

O ator chegou ao local "escoltado" por quatro veículos e, sem dar entrevistas, entrou em um local fechado para a imprensa.

O treino teve início às 15h30, mas o técnico Mano Menezes vetou a entrada da imprensa nos trabalhos que antecederam o jogo decisivo contra o Atlético-PR, nesta quarta-feira, pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil. Jackman acompanhou os trabalhos sentado atrás de um dos gols.

Apenas a torcida acompanhou o treino corintiano. Cerca de 30 torcedores estiveram no Parque Ecológico. Os portões só serão aberto para imprensa com a liberação de Mano.

Em seu Twitter, site de relacionamento, Hugh publicou que assistiria ao treino durante sua passagem pela capital paulista. "Estou no aguardo para conhecer o time", escreveu. Hugh Jackman está no Brasil para divulgar o seu novo filme "X-Men Origens - Wolverine", que estreou no final do mês passado.



Ex-BB Priscila faz lipoaspiração e cirurgia vaginal em segredo

A ex-Big Brother Priscila Pires internou-se para fazer uma lipoaspiração e uma cirurgia na região vaginal nesta segunda-feira (4/5) no Rio de Janeiro, segundo informações do jornal Extra. Ela está no hospital Rio Mar, no bairro do Recreio, e se submeteu à cirurgia porque o seu piercing provocou uma inflamação no local.

O médico que a operou, segundo funcionários do hospital - que confirmaram que a jornalista pediu sigilo sobre o assunto - foi André Ramos, o mesmo que colocou na ex-BBB próteses de silicone e o piercing. Priscila estava acompanhada da ex-BBB Milena Fagundes durante todo o tempo no hospital. A previsão é de que ela tenha alta nesta terça-feira (5/5).

A coluna procurou a assessoria da vice-campeã da nona edição do Big Brother e foi informada de que Priscila estava incomunicável por conta de uma "sessão de fotos secreta" e que duraria dois dias.

A jornalista teria comentado com amigos que tinha que fazer uma lipoescultura antes de posar nua porque se achava acima do peso. Priscila deve sair na revista Playboy do mês de agosto. A Sexy tentou negociar com a morena, mas a proposta não foi adiante, pois Priscila não topou ganhar apenas participação nas vendas da revista


Preconceito persiste nas formas mais inesperadas

Basta uma costelinha, só uma, e a pessoa fica completamente impossibilitada de se mover e, assim, levar a vida como está acostumada. Aconteceu com um amigo e eu entendi que, às vezes, as coisas que são nocivas, ao mesmo tempo, podem apresentar um efeito esclarecedor.

Acompanhei de perto o meu amigo que havia machucado a costela, analisei friamente, avaliei os momentos que passamos em público, ajudava-o. O que me esclareceu e me deixou absolutamente surpresa e indignada foi o alto grau de preconceito que muitos apresentavam.

Incomodava-me o preconceito. As pessoas mostravam certo grau de desprezo pelo doente, justo ele que lidava com a fragilidade gritante do seu corpo - aliás, indicadora da fragilidade de todos os corpos, estejamos lúcidos e maduramente conscientes. Na maioria das vezes o preconceito não se mostrava explicitamente, mas aparecia, apesar de disfarçado, por meio da gentileza com que dizem: "deixem o cadeirante passar", acompanhado de um sorriso torto, uma entonação suave, um jeitinho de quem quer dizer: "não tenho nenhum preconceito, pessoa doente precisa ser ajudada".

Mas, ao lado do meu amigo, minha sensibilidade percebia e apontava para algumas pessoas que eu sentia repugnadas ao se aproximar de alguém doente. É difícil indicar que, sorridentes, alguns estão circulando em torno do doente pouco à vontade: olham curiosos, perguntam qual é o problema ou se afastam rapidamente como se não soubessem o que dizer ou o que fazer nessas circunstâncias.

São os doentes que mais precisam da gente: apoio, entendimento, companhia. Aprendi mais uma verdade que o preconceito é algo real e está no mundo, por incrível que pareça, nas formas mais surpreendentes e inesperadas.